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Com apoio da Celesc, FITA estreia em Santa Catarina

Com apoio da Celesc, FITA estreia em Santa Catarina

Festival Internacional de Teatro de Animação estreia em Florianópolis e passará por mais nove cidades do estado. 

Estreia neste sábado, 23, em Florianópolis, a 16ª edição do Festival Internacional de Teatro de Animação (FITA), evento internacional e itinerante. O início oficial do evento acontece no Teatro Ademir Rosa (CIC), às 20h com o espetáculo Las Choronas (MG). No entanto, desde às 17h, estarão sendo realizadas exposições e intervenções artísticas no local. 

Em 2026, o FITA vai percorrer 10 cidades catarinenses, em quatro regiões diferentes. De acordo com Gustavo Bieberbach, um dos coordenadores do evento, o FITA vem com o compromisso de espalhar por Santa Catarina espetáculos que costumam vir apenas para a capital. “O FITA tem esse lugar de fazer arte e cultura em cidades menores, cidades onde esses espetáculos geralmente não acontecem”, comentou Gustavo. 

Além da descentralização dos espetáculos, o FITA também está investindo na construção do público para o teatro, com atividades realizadas nas escolas. “A criança tendo contato com arte e cultura desde cedo tende a se tornar alguém que vai consumir arte”, complementou.  

Mas não é só o público infantil que está contemplado no festival, como conta Paula Bittencourt, intérprete da palhaça Malagueta, curadora e produtora do FITA, “cada momento do espetáculo pega de um jeito diferente. O adulto vai se interessar e rir das piadas que ele vai entender, já as crianças se interessam pelo nariz vermelho, pelo visual da palhaça”. 

 

Parceria entre Celesc e FITA reforçam compromisso do Governo de Santa Catarina com a cultura

Maior patrocinadora desta edição do FITA, a Celesc se afirma como grande vetor de investimentos culturais no estado. Entre 2023 e 2025, a companhia realizou quase 40 milhões de reais em aportes na área, através de leis de incentivo estaduais e federais. Assim como o FITA, outras produções teatrais, projetos de incentivo à leitura, eventos musicais, entre outras atividades também foram contempladas, totalizando 161 iniciativas apoiadas no período.

“Os investimentos regionais em cultura e esporte reforçam o compromisso da Celesc e do Governo do Estado com o desenvolvimento social, a valorização dos talentos locais e o fortalecimento das comunidades em Santa Catarina”, afirmou o presidente da Celesc, Edson Moritz. 

Quem vive de arte e faz a arte ficar viva na vida das pessoas, sabe o valor dos incentivos públicos e privados para o fomento da cultura. No caso do FITA, o investimento foi feito através do Programa de Incentivo à Cultura (PIC), instrumento da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), que troca renúncia fiscal às empresas que financiam projetos culturais em Santa Catarina. 

“O FITA não aconteceria se não houvesse a Celesc ajudando, as empresas ajudando. A importância desse apoio é muito grande”, agradeceu a organizadora e idealizadora do FITA, Sassá Moretti, ao comentar a participação da Celesc no festival.  

De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a cada um real investido em cultura, R$7,59 acabam retornando à economia local e à sociedade. Apenas em 2025, a economia criativa catarinense gerou 180 mil empregos formais, registrando um crescimento de 30,27%, segundo informações da Secretaria do Estado do Planejamento (Seplan).

 

De um projeto pequeno para um festival que leva arte gratuita para todos

Numa época em que os grandes eventos não chegavam a Santa Catarina, Sassá relembrou a como foi a criação do FITA. “Eu dava aula na Udesc e meus alunos nunca tinham acesso aos principais espetáculos. Tudo acontecia no Rio Grande do Sul e no Paraná. Aí eu organizei um projeto e com ajuda de alguns profissionais nasceu o FITA”, lembrou.

De ideia de uma professora da Udesc até se tornar o festival reconhecido que é hoje, foram dezenove anos, centenas de artistas e milhares de sorrisos de crianças, adultos e idosos impactados em cada uma das dezesseis edições do FITA. Hoje, consolidado no calendário cultural da Grande Florianópolis, o festival resolveu voltar a percorrer o Estado com o compromisso de democratizar o acesso à cultura. 

“A gente está levando uma itinerância para nove cidades em Santa Catarina, essa política de sair da nossa sede e fazer o caminho até cada municípios e mostrar que a arte é possível para todos e ainda por cima gratuito”, comentou Zélia Sabino, coordenadora FITA.